Aceitar o que não posso mudar.

Recentemente passei por algumas coisas na minha vida e me peguei na seguinte situação: Como aceitar o que não posso mudar? Parece simples, não é? Mas acreditem, pelo menos para mim, foi muito complicado.

Em alguns momentos eu me flagrava me culpando, com pensamentos autodestrutivos, me consumindo e repassando cada detalhe dos acontecimentos e, claro, não ajudou em nada. Percebi, então, como eu não aceitava que não poderia mudar, o fato era que as coisas estavam ali e eu ficava me rebatendo, dando murro em onda, acreditando que isso traria algum resultado.

Foi então que algo em mim mudou: aceitei o externo e resolvi mudar algo dentro de mim e aceitar o que não podia mudar. Ficou mais fácil quando entendi que aceitar não significava “não fazer nada”, e sim fazer o que tanto eu protelava.
Acredito hoje que em muitos momentos eu não aceitava as coisas por puro orgulho, em outros momentos porque é difícil abrir mão de algo, mesmo que esse algo já não te faz bem.
Hoje eu tento levar a vida praticando o tal do desapego e, quando caio em tentação ou tenho uma recaída, logo lembro de que preciso aceitar o que não posso mudar.
Tudo isso serviu para me conhecer um pouco mais, pois tive que olhar para dentro de mim para entender tudo que estava acontecendo, separar os sentimentos e aprender a lidar com eles.
Recentemente eu li que todo esse processo é um processo de readaptação e lidar com esses sentimentos é inteligência emocional.
Inteligência emocional é um conceito em Psicologia que descreve a capacidade de reconhecer os próprios sentimentos e os dos outros, assim como a capacidade de lidar com eles” – Wikipédia
De acordo com Goleman, psicólogo e escritor de renome internacional, a inteligência emocional é a maior responsável pelo sucesso ou insucesso nas nossas vidas porque tudo está ligado com a forma como nos relacionamos com outras pessoas, seja no trabalho, em casa ou nos nossos relacionamentos amorosos.
A partir do momento que aprendemos a identificar nossos sentimentos e os dos outros e gerimos bem isso, trazemos a qualidade nos relacionamentos e, portanto, agimos com inteligência em um campo que é pura emoção.
No meu caso ainda entrou outra questão, mesmo após decidir agir de acordo com a minha decisão e me manter firme, uma vez que depois de todo esse reconhecimento de emoção, raciocínio e decisão, expressar isso para os outros ainda me deu trabalho, mas acabei descobrindo mais coisas sobre mim e o quanto não desistir é importante, apesar de ser mais fácil fazer exatamente o contrário.
Tudo valeu a pena, principalmente o prazer que tive depois de tudo e ver que consegui lutar por mim, mais que isso, o orgulho em ter ficado do meu lado.
A dor me fez mais forte, o medo me moveu a ter coragem e cheguei até aqui, pronta para partilhar essa experiência e viver muitas outras.
Abs,

Andreza Helen