Olá amigos,

 

Hoje 20 de novembro é comemorado o Dia da Consciência Negra e em algumas cidades do país é feriado.

E por algumas vezes eu já ouvi dizerem que em país com tanto feriado, mais um é um atraso para a economia, etc.

Por outro lado, há os trabalhadores que vibram com mais um dia de descanso depois de árduos dias de trabalho, muitas vezes com horas acima do estabelecido por lei, mas deixamos as questões trabalhistas para depois.

O que importa na verdade é o que não é feito por quase ninguém, que é a reflexão dos direitos iguais a todos os cidadãos independente da raça.

Para mostrar que o país ainda está longe de avançar em direitos e fim do preconceito vejamos o que aconteceu na semana passada em São Paulo.

Um jovem negro foi abordado por dois rapazes que anunciaram o assalto. Por estar próximo ao terminal de ônibus Parque Dom Pedro II no centro da capital paulista, o jovem correu e pediu ajuda aos seguranças do terminal.

Os seguranças não só não o ajudaram, como permitiram que os assaltantes, agora acompanhado de um terceiro integrante o tirassem do terminal para espanca-lo com paus, chutes e atiçassem cachorros para o morder.

Vem os questionamentos: se fosse um jovem branco de olhos verdes os seguranças teria a mesma atitude? As pessoas que já estavam nas plataformas do terminal ficariam apáticas diante da cena de horror?

O melhor é a atitude da secretaria de transporte que anunciou que todos os seguranças que aparecem nas imagens foram afastados das atividades três dias após o ocorrido, mas que não sabe precisar quantos funcionários são. Oras se não sabem quantos funcionários são, como afastaram todos os funcionários?

Outro exemplo de que o país avança pouco em questão de igualdade racial está na televisão, independente do canal. Não há destaques para negros como jornalistas, protagonistas em novelas e séries, com exceção da minissérie “Mister Brau” da rede Globo.

Nas escolas, crianças ainda sofrem bullying, é necessário sim as cotas raciais para acesso a universidades de qualidade e dependendo do cargo para uma vaga de emprego o negro será discriminado simplesmente pela aparência.

Não sei se há a necessidade de um feriado, porque como não há discussão sobre isso, torna-se apenas uma folga a mais no calendário anual, mas poderíamos ter em todas as escolas públicas e privadas uma semana de cultura com tudo o que envolve a raça negra, pois só com educação é possível mudar o futuro de uma nação.

Convoco brancos, negros, amarelos e indígenas a lutarem por seus direitos e focar nas crianças a conscientização, pois está nas mãos delas um futuro melhor para todos nós.

Não desanimemos, continuemos lutando por dias melhores, para sempre.

 

Abraços, Sam.

 

Fonte: Jornal Folha de São Paulo

 

 

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