Greves

Olá Amigos,

 

Na semana passada tivemos greves dos funcionários do Metrô e paralisações em duas linhas da CPTM na cidade de São Paulo, mas já havia greves do Metrô em outras cidades do país.

Em São Paulo a greve teve duração de algumas horas e ao final do dia a situação foi se normalizando gradativamente, mas em outras cidades ainda há greves.

Sei que muita gente pode discordar de mim, mas não sou a favor de greves porque em sua grande maioria elas prejudicam pessoas que não tem nada a ver com os motivos dos grevistas.

Sou a favor da luta por melhores remunerações e condições de trabalho, mas isso não dá direito de prejudicar a vida das outras pessoas.

No caso dos metroviários, por exemplo, eles disseram que não liberaram as catracas porque a justiça os proibiu, mas a justiça também os proibiu de pararem principalmente em horários de pico e eles pararam mesmo assim. Então, se era para descumprir uma ordem judicial, que fosse a que menos prejudicasse a população.

Em outro artigo meu escrito no Blog do Sam, já abordei o assunto sobre reajustes de salários. Em minha opinião a solicitação de aumento tem que ser apresentada com argumentos principalmente apresentando os resultados alcançados para a empresa por parte do funcionário.

Em caso de descontentamento, procure outro emprego, opte por outra área, mas nunca podemos prejudicar milhões de pessoas inocentes.

O transporte público não é nem um pouco menos importante do que a segurança, saúde, educação e etc. Assim como profissionais da saúde não podem interromper suas atividades, policiais bombeiros, e profissionais do transporte público também não devem.

Quando acontecem greves no transporte público milhares de compromissos importantes são perdidos, compromissos esses que demoraram meses para serem agendados como, por exemplo, algumas consultas médicas no serviço público. Convido cobradores, motoristas, ferroviários e etc., a pensar se alguém de sua família tivesse na fila de uma consulta com um especialista há meses e quando chegasse o dia perdesse a consulta por causa da greve.

Em alguns casos isso pode levar à morte, pois com a greve do transporte público o trânsito fica caótico e um percurso que seria percorrido em poucos minutos pode transformar em horas e ser fatal.

Eu por exemplo tinha um compromisso às 09h00 no dia da greve, só consegui chegar às 11h00 depois de deixar o carro no estacionamento do shopping Morumbi e concluir o trajeto pelo trem da linha 9 e o Metrô da linha amarela, que não estavam em greve.

Se fosse uma entrevista, uma consulta ou qualquer outro compromisso em que eu não pudesse chegar atrasado, eu teria perdido.

 

Mas gostaria de discutir com vocês também que não é só em serviços que atingem a população que discordo das greves, também não sou a favor da greve em empresas privadas.

Como já comentei anteriormente, para se pedir um aumento tem que apresentar os benefícios que o funcionário trouxe a empresa, seja com um maior número de vendas, no caso do departamento comercial, seja no aumento da produção ou outros.

Quando vou ao trabalho passo por duas empresas, uma próxima ao autódromo de Interlagos e outra na região do Socorro. É comum ver os operários em greves nessas duas empresas. Na empresa próxima ao autódromo é quase uma greve por mês.

É impossível não pensar o que acontece de tão ruim que seja motivo para tantas paralizações. Se a empresa não é boa, está na hora de mudar de empresa.

Já se foi o tempo que éramos obrigados a ficar em uma determinada empresa porque não havia empregos. Profissionais qualificados estão escassos no mercado de trabalho, assim não é difícil encontrar boas oportunidades e, caso o funcionário não esteja qualificado, não cabe a ele reclamar das condições do trabalho que tem. A solução é buscar a qualificação e um emprego melhor, até mesmo porque, são poucas categorias que dispõe da oportunidade de fazer greves. Na grande maioria os profissionais precisam conquistar melhores oportunidades vencendo os desafios do dia-a-dia.

Com a força que tem, certos grupos sindicais deixam os funcionários folgados e preguiçosos, pois sabem que não precisam de esforço nenhum para conseguir melhorias de salário. Mas o que sempre comentamos é que é necessário ensinar a pescar e não entregar o peixe já pronto.

Creio que essa seja uma política sindical muito forte, principalmente quando ao observarmos o exemplo que tivemos no governo Lula. Ao invés de preparar condições para que todos possam trabalhar em qualquer lugar do país e ganhar seu dinheiro dignamente, sua gestão distribuiu benefícios sociais que fizeram com que certas pessoas se acomodassem nas costas da população que trabalha e paga impostos para sustentá-los, mas isso é um assunto para outro artigo.

Os sindicatos devem trabalhar na orientação e preparação de melhores profissionais. Assim os próprios funcionários poderão sentar com seus superiores e discutir seus salários e benefícios e, uma vez não conquistado, o sindicato entra como apoio para essas reuniões podendo, inclusive, acionar a empresa judicialmente garantindo a estabilidade do funcionário, evitando retaliações por parte da empresa e de forma justa conquistar as melhorias necessárias.

 

Deixem sua opinião, participe do nosso espaço.

 

Abraços, Sam.

 

 

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